O Programa "A chance to play - O direito de brincar" lança o guia "O Direito de Brincar"

No dia 29 de novembro de 2013, o Programa ACTP lançou a versão impressa do guia "O Direito de Brincar". Também disponível em versão PDF, o Guia procura estimular a criação de oportunidades lúdicas e contribuir para a efetivação do direito de brincar.

Link para a versão brasileira do Guia

O presente Guia foi concebido pelo Programa "A chance to play", África do Sul, mas é certo que a versão brasileira foi devidamente ampliada e adaptada às necessidades do País. À versão brasileira foram incorporadas questões presentes no contexto social brasileiro, bem como o importante avanço e reconhecimento internacional do direito de brincar, alcançado no início de 2013 com a publicação do Comentário Geral sobre o artigo 31 da CDC, do Comitê dos Direitos das Crianças. Construído de forma participativa, o material tem como marca o encontro das culturas sul-africana e brasileira, além de uma rica troca de experiências entre os dois países.

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O Guia é um trabalho coletivo, que representa um momento de sistematização de uma longa caminhada pela efetivação da proteção integral de crianças e adolescentes. Não se trata de um livro de receitas para ficar guardado na estante, mas sim de uma caixa de ferramentas a ser usada todos os dias. O objetivo do Guia é facilitar a criação de oportunidades lúdicas e contribuir para o processo de efetivação do direito de brincar. Portanto, o guia "O Direito de Brincar" busca incentivar a mobilização de redes de articulação de crianças, adolescentes, educadores/as e organizações da sociedade civil, e chamá-las para a ação e para a prática do brincar!

O Guia também manifesta a convicção do Programa ACTP no potencial do brincar enquanto direito humano. Brincar é muito mais que uma contribuição para o desenvolvimento individual e coletivo de crianças e adolescentes. Brincar é uma abertura para a imaginação, é dar espaço às aventuras criativas, é apostar no potencial humano de construção de uma cultura de paz e implica não apenas reconhecer, mas consolidar o protagonismo infanto-juvenil.

A desigualdade social, que sistematicamente viola os direitos humanos de crianças e adolescentes, é uma das marcas das sociedade brasileiras. Lutar pela efetivação do direito de brincar significa, portanto, reforçar a luta pela redução da distância gritante entre as legislações existentes (teoria) e a realidade excludente e violadora de direitos (prática). Juntos, o Programa ACTP e o guia "O Direito de Brincar" servem como importantes contribuições para esta caminhada.

O Programa ACTP agradece a todas/os que participaram do esforço coletivo para a publicação da versão brasileira deste Guia e, em especial, ao Comitê dos Trabalhadores da Volkswagen, ao conjunto de organizações parceiras do Programa e à equipe ACTP de terre des hommes, responsável pela gestão do Programa.